No Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher, vítimas são estimuladas a denunciar agressores

No Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher, vítimas são estimuladas a denunciar agressores

São diversos os canais que podem ser utilizados para buscar ajuda

A violência contra a mulher, especialmente a chamada violência doméstica, em suas várias formas, vem assumindo proporções alarmantes na sociedade, inclusive, em Marechal Cândido Rondon. Diariamente os noticiários apresentam casos de mulheres que foram agredidas, na maioria dos casos, pelos seus companheiros.

Os mecanismos legais, como a Lei Maria da Penha, têm contribuído significativamente para o enfrentamento dos abusos violentos. Com a lei, aumentou o rigor das punições das agressões contra a mulher no ambiente doméstico e familiar, além de indicar a responsabilidade de cada órgão público para ajudar a mulher que está sofrendo a violência e estabelecer medidas protetivas de urgência para a vítima. Mesmo assim, a grande maioria das mulheres que sofrem violência, não recorrem à justiça, seja por desconhecimento de seus direitos, seja por medo e ameaças dos seus parceiros, ou por sentimentos de desvalia pessoal e de incapacidade de se defender e sobreviver economicamente.

O Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher é em 25 de novembro. A Secretaria de Assistência Social, comandada por Josiane Laborde Rauber, aproveita a data para estimular as mulheres que são violentadas a denunciar os agressores. Ela lembra que são diversos os canais que podem ser utilizados para buscar ajuda.

Acolhimento

Nas entidades municipais, como o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), por exemplo, essas mulheres conseguem romper o silêncio e lutar contra o medo, as frustrações, os traumas, e dar início a uma nova vida, através de atendimento e acompanhamento especializado realizado pelas equipes técnicas. Abusos físicos e psicológicos sofridos na infância, adolescência ou no relacionamento, por seus parceiros, são graves, mas perdem força quando a mulher se sente acolhida e percebe seu valor. A rede de assistência à saúde física e mental, assim como outros equipamentos socioassistenciais, têm sido fortes aliados no suporte a essas mulheres diante da crescente demanda de novos casos. Neste sentido, há necessidade de parcerias para ampliar o atendimento às vítimas de violência doméstica. Qualquer que seja a forma de violência sofrida, além da proteção jurídica, a vítima necessita de acompanhamento e tratamento psicológico. As mulheres são alvos de todo tipo de violência, seja ela, física, simbólica ou sexual violência doméstica ou abuso sexual, e na maioria provocada por parentes ou pessoas próximas a vítima.

Onde buscar ajuda?

São diversos os canais onde as mulheres podem procurar ajuda no município. Em caso de agressão ou emergência, a indicação é ligar para a Policia Militar – 190. Em havendo a vontade da elaboração de um boletim de ocorrência, deve-se contatar a Polícia Civil, através do telefone (45) 3254-1400.

Para buscar ajuda no CREAS, através dos seus vários profissionais, o endereço é rua Castelo Branco, nº 209, centro, ou pelos telefones: (45) 3254-8329 ou (45) 99146-7713 (WhatsApp).

Há ainda o apoio e acolhimento do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Rondonense (Commur), cuja sede está localizada na “Prefeiturinha”, no parque de exposições. O atendimento é feito de forma humanizada e profissional, de forma gratuita. Os telefones da entidade são o 180 ou o (45) 98842-6817.

 

Fonte: Assessoria

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