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Deputado com votação expressiva em Marechal Rondon deve ser o líder do PT na câmara em 2023

Zeca Dirceu (PT) fez 123.033 votos nas eleições em 2022 e obteve seu melhor desempenho na história em Marechal Cândido Rondon, alcançado 1.237 votos

|Arquivo/marechal.press|

Passada a eleição e posse de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência, a bancada do PT na Câmara entra agora em uma disputa para definir quem vai liderar o partido na Casa nos próximos anos. De um lado, o grupo majoritário da legenda já definiu que o deputado Zeca Dirceu será o líder em 2023 e quer Odair Cunha (MG) no comando da bancada em 2024. Do outro, tendências minoritárias do partido aceitam Dirceu na liderança neste ano, mas querem definir um acordo para que Lindbergh Farias (RJ) seja o líder em 2024.

Uma reunião da bancada está marcada para a próxima quinta-feira, 5, para tentar chegar a um consenso. Zeca Dirceu (PT) fez 123.033 votos nas eleições em 2022 e obteve seu melhor desempenho na história em Marechal Cândido Rondon, alcançado 1.237 votos.

O PT tem dentro de sua estrutura um conjunto de tendências internas, que costumam disputar os espaços de representatividade da legenda, como lideranças no Congresso e a própria presidência do partido. A corrente hegemônica se chama Construindo Um Novo Brasil (CNB) e tem representantes como a presidente da legenda, deputada Gleisi Hoffmann (PR).

Apoiado pela CNB, Zeca Dirceu, o provável novo líder neste ano, é filho do ex-deputado e ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Odair Cunha, o nome da CNB para liderar a legenda em 2024, é deputado federal desde 2003.

E o Lindbergh?

Lindbergh Farias  já foi líder do PT no Senado e faz parte da tendência petista Resistência Socialista, da qual também estão presentes os ministros de Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta. A corrente majoritária do partido chegou a acenar com a possibilidade dos grupos minoritários terem espaço na mesa diretora da Câmara, mas o grupo alternativo quer insistir no acordo para ter a liderança no segundo do mandato de Lula.

Divergências internas dessa espécie são comuns dentro do PT. O próprio Lindbergh esteve envolvido em uma disputa parecida quando concorreu a presidente da legenda contra Gleisi em 2017. A deputada foi escolhida naquele ano para representar o partido nacionalmente e permanece no cargo até hoje. Atualmente, ela e o deputado do Rio são namorados. Dentro do partido foi avaliada a possibilidade de Lindbergh ser secretário-geral do PT, cargo que vai ficar vago com a escolha atual ocupante, Paulo Teixeira, para o Ministério de Desenvolvimento Agrário. Apesar disso, o próprio deputado descarta assumir a função para evitar que isso seja associado a sua relação com Gleisi.

marechal.press com informações Estadão

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